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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Custos com matérias primas - Produtos para Consumo - FMCG


Empresas de consumo podem utilizar diferentes materiais primas em seus processos produtivos. 

Custos com matérias primas - Produtos para Consumo - FMCG requerem muito controle e análise frequentes


Para entender como devemos analisar o consumo de matérias primas nos produtos, imagine que você tem uma fábrica de bolos. Durante um determinado período você produziu 100 quilos de bolo. Para produzir 100 quilos de bolo você sabe que precisaria de 110 kilos de materiais primas ( farinha, açúcar, ovo, etc ), esses 110 quilos necessários chamamos de consumo teórico. 

Pois bem, a comparação entre o consumo teórico versus o consumo real para a produção dos produtos acabados é fundamental. Quando temos um sistema de custos que provê esse tipo de informação, poderemos tomar conhecimento que alguns consumos reais estão muito diferentes dos teóricos, no caso é necessário analisar e saber o motivo da diferença.

Diferenças entre consumos teóricos e reais podem ter dois tipos de origem:

  1. a primeira diz respeito a erros de apontamentos, medições e reportes errados;
  2. segunda diz respeito a consumos ocorridos a maior em função de perdas diversas, incluindo problemas de baixa performance dos equipamentos de produção, que precisam ser entendidos e resolvidos.

Diferenças decorrentes de erros tendem a se compensarem, se um consumo está reportado a maior em um período, provavelmente aparecerá um reporte a menor em outro período. Se erros são pontuais e pouco frequentes, menos mal! Todavia, é comum ocorrerem erros sistemáticos nos apontamentos e reportes de produção, e por trás desse tipo de evento e muito frequente encontrar problemas decorrentes de um mau gerenciamento.

Existem pelo menos dois tipos de consumos de materiais primas que geram perdas, essas perdas precisam ser monitoradas e analisadas:

• o primeiro tipo de consumo de matéria prima é o mais simples, e consiste em colocar diferentes materiais num recipiente e misturar. Processos desse tipo não geram grandes diferenças entre matérias primas que entram no processo e o produto acabado em granel, que sai ao final do processo. Nos processos de mistura simples apenas perde-se o material que fica retido nos misturadores e os materiais que são retidos na forma de amostras. Ao índice entrada de materiais primas ( inputs ) comparado com a saída de produtos processados ( output ) chamamos de rendimento ou yeld em inglês. Rendimentos de processos de mistura simples são elevados, pois as perdas são mínimas, podendo alcançar cifras superiores a 95%;

• o segundo e mais complexo tipo de consumo diz respeito ao processamento onde existe algum tipo de transformação das matérias primas, um exemplo para ilustrar isso, diz respeito ao processo de fabricação de bolos, quando misturamos componentes e levamos ao forno para obter um bolo assado, temos uma perda referente ao processo de assar o bolo, perde-se líquido, existe um processo de transformação. Isso pode gerar, como exemplo, a 10 ou 15% de perda, em outras palavras, o rendimento no caso para 15 % de perda, seria de 85%, ou seja, para cada 100 quilos de bolo colocado nas formas para assar sairiam 85 quilos de bolo processado. Nas empresas químicas é muito comum em processos onde há reação química se obterem perdas importantes, nas indústrias alimentícias também ocorrem muitas transformações. Trabalhando em empresa que faz refino de milho para produzir amido, tínhamos uma pessoa quase que 100% do tempo apurando e analisando os rendimentos obtidos. Rendimentos podem variar em função de: 1-qualidade da matéria prima; 2- condições dos equipamentos e 3- fatores humanos. É preciso muito controle, trabalho junto ao chão de fábrica e trabalho conjunto com área de operações para uma avaliação sistemática dos rendimentos. 

Uma visão de melhoria contínua, reuniões periódicas e metas definidas com planos de ações executados com eficácia serão essenciais.

Consultoria, palestras e treinamentos : arilopes@alphapremiumconsultoria.com.br

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