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quarta-feira, 19 de março de 2014

Análise de Custos - Regra 80 /20. Priorizando o que é mais importante

Quando se trata de análise de custos costumo recomendar o uso de uma regra 80 / 20, um pouco diferente da famosa regra 80/20 de Pareto.

Essa regra é simples, todavia é sistematicamente ignorada por muitos catedráticos e por autores de livros.

A regra implica em dedicarmos 80% do tempo disponível para analisar 80% por cento dos custos. Vou exemplificar: Trabalhei na Refinações de Milho Brasil, onde as matérias primas e embalagens de produtos como Maionese Helmanns, Sopa Knorr e outros produtos, representavam mais de 80% dos custos totais. Então, nada mais lógico do que dedicar proporção similar à gestão e análise de tais classes de custos.

No entanto, há uma dificuldade que consiste na carência de teorias e metodologias de análise de custos de materiais e de embalagens. A grande maioria dos livros trata prioritariamente de custos de transformação, ou custos de processos, ou overheads, ou custos diretos e indiretos de fabricação que no fundo são a mesma coisa.

Mas por que será que os livros não ensinam como gerenciar e analisar custos de matérias primas e embalagens?

Talvez seja pelo fato dos autores serem teóricos que desconhecem a realidade dos chões de fábrica e terem pouca noção do que ali se passa. 

Eles preferem ficar falando de boas metodologias como ABC, UP, Target Costs,  e outras. Eles  passam batido pelos custos dos materiais e embalagens. Custos esses que em boa parte da empresas representam mais de 80% dos custos.

Existem também outros custos super importantes e que também são poucos explorados pelos catedráticos. Posso citar como categorias de importantes os custos de armazenamento e logística, custos de manutenção, custos com despesas ambientais e custos da não qualidade, dentre outros.

Mas como fazer a gestão dos custos dos materiais e de embalagem?

Em primeiro lugar é preciso considerar qual o tipo de empresa, pois cada empresa tem duas próprias características de utilização de matérias primas e embalagens. Empresa químicas possuem características de consumo de matérias primas bem diferentes das empresas metalúrgicas. Mesmo dentro de empresas do mesmo ramo, existem diferentes características a serem consideradas. Algumas empresas químicas apenas fazem misturas, já outras fazem reações, ou seja, seus produtos passam por processos de reações químicas. Já dentro da categoria das metalúrgicas existem diversos tipo de produtos e cada tipo tem suas próprias características.


Há muito o que explorar, vou me aprofundar próximas postagens. Mas para começar esteja ciente que para a gestão e análise de tais custos um estudo exploratório da literatura disponível tradicional pouco acrescentará. Será preciso ir mais a fundo.

arilopes@folha.com.br
http://apremiumconsultoria.com.br
 

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