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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O CONTROLLER E O CÓDIGO DE ÉTICA


O Controller e seu staff desempenham um amplo papel com relação à orientação sobre aspectos éticos na empresa. Freqüentemente o Controller é consultado sobre os resultados alcançados principalmente no curto prazo. O Controller também normalmente é chamado a participar no planejamento de resultado da empresa, ou ainda o Controller interage durante o processo de apuração de resultado mensal. 

Dependendo da atuação do Controller podemos ter a ocorrência de problema de ordem ética. De certa forma é normal o Controller procurar influenciar positivamente os resultados da empresa, mas essa influência deve ocorrer mediante a observância das boa práticas contábeis e dentro de limites necessários.

Dependendo da forma de atuação do Controller podemos ter um grave problema de ordem ética. Exemplo de problema de ordem ética: se o Controller sede continuamente às pressões da direção da empresa para modificar ainda que minimamente as demonstrações financeiras. Isso pode levar a mais e mais alterações. 

Outro exemplo pode ocorrer quando as normas relativas aos relatórios de despesas são freqüentemente desacatadas, a não intervenção do Controller se configura em um grave problema de ética contábil.

Se o Controller não segue os mais elevados padrões éticos, o resto do grupo contábil não terá um líder para seguir. Por outro lado não é suficiente apenas mencionar que os mais elevados padrões éticos devem ser seguidos, se tais padrões não estão bem definidos. Para evitar esses problemas o Controller e/ou o Presidente da empresa devem criar e cumprir um adequado código de ética.

Os diretores e alta gerência das organizações  também desempenham um amplo papel com relação à orientação sobre aspectos éticos. Assim como o Controller eles devem seguir os mais elevados padrões éticos. Por outro lado, não é suficiente apenas mencionar que os mais elevados padrões éticos devem ser seguidos, se tais padrões não estão bem definidos. Então os códigos de conduta devem ser simples, e bem estruturados para comunicar de forma eficaz aos diferentes níveis dentro da organização.

Sempre enfatizei nas minhas aulas aspectos relativos à ética, conduta e postura necessários aos executivos, ou àqueles que postulam atingir níveis gerenciais. Então se você ainda não ocupa uma posição de liderança considere como fator número um para a progressão na carreira a sua conduta, ou seja: o seguimento dos mais elevados padrões éticos.

Como alguns pontos a serem tratados nos códigos de conduta, temos: negociações de contratos, leis antitruste, conflitos de interesse, brindes, disposição de resíduos, boicotes internacionais, despesas com viagens, gastos em geral reembolsáveis por relatórios de despesas, contribuições a políticos, conservação e uso de ativos e utilização de ativos da empresa para fins pessoais, padrões de conduta, local e segurança no trabalho, preconceito e discriminação, adiantamentos, posicionamento  com relação ao sexo oposto, favorecimento a empresas de amigos,  oportunismo, intimidação de subordinados por comunicação agressiva, pré-julgamento, confidencialidade de informações financeiras e não financeiras, ilícitos fiscais para burlar pagamento de impostos, não notificar fornecedores e clientes sobre créditos não tomados, etc.

Hoje é muito fácil termos acesso a códigos de conduta de muitas corporações, os assuntos tratados, a forma grafada, e a maneira de disseminar na organização pode variar, mas os códigos são semelhantes, principalmente nas empresas de ponta, que servem de benchmark para as demais. No entanto, não é a existência de um bom código de conduta o essencial, mas sim vivência de um padrão ético no dia-a-dia.

Transgressões à ética e moral ocorrem todos os dias nas empresas, a boa notícia é que o espaço para tal prática está se reduzindo a cada dia, e também sabemos que os bons profissionais estão deixando as empresas que praticam uma ética de faixada.

Nosso recado à estrutura de comando das organizações é que não basta definir e estabelecer elevados padrões éticos por decreto. É necessário que os padrões éticos estejam alinhados com a conduta pessoal e profissional de seus lideres.



Palestras e Treinamentos com o Palestrante e Consultor Ari Lopes

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Ariovaldo Lopes da Silva – Mestre em Ciências Contábeis, Economista, Professor universitário por 20 anos e executivo de empresas por 40 anos, sendo último cargos ocupados com carteira assinada de Controller para America Latina na Henkel e Diretor Financeiro na Mauser. Atualmente é Palestrante, Consultor e Empresário. Possui mais de 200 artigos sobre Controladoria, Finanças e Gestão de Empresas.  arilopes@folha.com.br

Um comentário:

  1. Olá. Leia matéria sobre a audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza, onde se debateu sobre a violação ao piso dos professores pelo Município de Fortaleza e estratégias de luta. A matéria é um resumo do ocorrido, bem como um resumo da minha fala como advogado do SINDIUTE. seguida de encaminhamentos. A LUTA ESTÁ A TODO VAPOR EM TODO O PAÍS! O piso será aquele que a QUALIDADE DA LUTA IMPUSER

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