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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PRÁTICAS CONTÁBEIS E GERENCIAIS EM EMPRESAS GLOBAIS




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arilopes@alphapremiumconsultoria.com.br


PRÁTICAS CONTÁBEIS E GERENCIAIS EM EMPRESAS GLOBAIS


Lecionando para uma das primeiras turmas do Brasil a disciplina de Contabilidade Internacional, preparei o conteúdo abaixo, que foi fruto do nosso envolvimento com o dia-a-dia das empresas globais.

Destaco algumas práticas usuais nas empresas globais. Isso não significa que não iremos encontrar algumas dessas práticas em empresas locais, pois algumas são úteis em empresas que ainda não podem ser consideradas globais.


PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA ENTRE EMPRESAS DO GRUPO
=> veja neste  LINK 




Quando a filial de uma empresa compra ou vende para a matriz ou para outra filial as vendas são consideradas vendas internas. Isso porque o negócio é efetuado entre duas unidades de um mesmo grupo. 



Para precificar essas vendas as empresas costumam definir critérios.

Nos demonstrativos consolidados as vendas entre unidades de um mesmo grupo acabam se anulando, pois são reportadas apenas as vendas externas, ou seja, vendas para fora do grupo.

Transações de compra e venda entre empresas de um mesmo grupo também estão sujeitas ás leis dos países e no caso do Brasil existe uma lei sobre Transfer Price que tem finalidades fiscais e não é objeto deste estudo.

PROTEÇÃO CONTRA RISCOS (POLÍTICOS / CAMBIAIS)


Dívidas em moedas estrangeiras representam sérios riscos para as empresas que trabalham com moeda local, ou com moeda funcional, que significa a moeda com a qual ocorre o maior número de transações da empresa. 


Oscilações das taxas do dólar podem gerar perdas ou ganhos. 
No caso de dívidas em dólar, por exemplo, se o dólar baixar de cotação serão gerados ganhos cambiais . 

Já no caso de aumento de cotação são geradas perdas cambiais. O raciocínio inverso vale para Exportações onde as quedas do dólar geram perdas e as subidas geram ganhos.

Mecanismos para proteger as empresas contra perdas cambias são:

- Hedge
- Busca da redução de dívidas em moeda estrangeira
- Investimentos em moeda estrangeira
- Postergação dos recebimentos em moeda estrangeira em momentos de desvalorização crescente;
- Adiantamento dos pagamentos em moeda estrangeira em momentos de desvalorização crescente;
- Abertura de Filiais em outros países para empresas nacionais ou busca por parceiros internacionais;
- Aumentar exportações
- Etc.

Contra riscos políticos, econômicos, guerras e outros eventos, as corporações internacionais procuram analisar e entender profundamente os contextos em que as empresas estão operando.


Assim o fluxo de investimentos dessas empresas consideram o risco que de cada país apresenta.

Ações como hedge, joint ventures, políticas conservadoras de investimentos , lobbies e redução de atividades podem ser práticas necessárias para se protegerem as empresas contra problemas políticos e econômicos.


PROCEDIMENTOS “INTER COMPANY”


As empresas de um mesmo grupo precisam manter uma série de controles a fim de poderem apresentar suas demonstrações de forma correta. Algumas dessas práticas são:


1- Contabilizações em Trânsito das Vendas e Estoques “Inter Company”. Quando uma empresa afiliada vende produtos ou serviços para outra empresa do mesmo ou de outro país, se faz necessário efetuar contabilizações de produtos em transito. 

2- Circularizações das operações Inter Company. São procedimentos que visam conciliar registros contábeis das transações efetuadas entre afiliadas.


Procedimentos de circularização são frequentemente efetuados ou monitorados pelas auditorias externas contratadas pelas empresas.

PADRONIZAÇÃO DE SISTEMAS DE GERENCIAMENTO


Corporações internacionais se valem de intensa padronização. Os sistemas de gerenciamento tendem a ser amplamente normatizados pelas empresas internacionais, o que pode envolver Relatórios Padrões, Indicadores de Performance, Sistemas Integrados, etc.


Muitas multinacionais padronizam como sistema integrado o SAP. Trata-se do sistema mais usado no mundo por empresas globais. 

O SAP facilita a consolidação além de permitir às matrizes ou unidades regionais consultarem diretamente os sistemas integrados das afiliadas.


POLÍTICA DE AQUISIÇÕES, FUSÕES E JOINT VENTURES


Empresas Internacionais frequentemente adotam agressiva política de crescimento. Muitas vezes os crescimentos são obtidos não somente com aumento de vendas, participação de mercado, lançamento de novos produtos, etc.

Muitas empresas adotam agressiva política que envolve aquisições de novas empresas. A utilização de Joint Ventures, parcerias e outros recursos também são comuns nesse tipo de organização.


GERENCIAMENTO REGIONAL





Gerenciamento Regional é uma prática muito utilizada em corporações internacionais. Assim as multinacionais costumar ter executivos responsáveis por determinadas atividades para uma região. Exemplo: Região Latino-Americana, Região Européia, etc.


O gerenciamento por região facilita a gestão de negócios, muitas vezes reduz cargos nos países, mas gera despesas de viagens devido às frequentes reuniões regionais.

PADRONIZAÇÕES

As grandes corporações são altamente padronizadas. Abaixo seguem alguns exemplos de padronização frequentemente encontrados nas multinacionais:

- Sistema de Gestão;
- Indicadores de Desempenho;
- Plano de Contas;
- Softwares diversos;
- Codificação de produtos, estoques, clientes, fornecedores e outros;
- Manuais de Procedimentos;
- Política de Ética;
- Etc.

A padronização facilita e auxilia no processo de controle da matriz sobre as filiais, facilitando a gestão e propiciando avaliação comparativa entre as diversas unidades distribuídas pelo mundo.


GERENCIAMENTO GLOBAL DE MARCAS




Grandes corporações possuem estratégia direcionada às suas principais marcas. Estratégias locais devem estar alinhadas com a estratégia mundial para as marcas. 

As marcas estão entre os principais ativos das empresas assim políticas globais voltadas para as mesmas são usuais nas grandes corporações.


ORÇAMENTO GLOBAL E REGIONAL



O orçamento operacional ( Curto Prazo, Tático ou Operacional ) devem estar alinhados com o Plano Estratégico ( Longo Prazo ) e ambos alinhados com as estratégias globais.

Nas grandes corporações os orçamentos são padronizados, consolidados regional e mundialmente. 


Cada etapa do orçamento (local, regional e mundial) deve passar pelos níveis de aprovação necessários, além de requerer uma ampla participação dos diversos níveis da empresa.


CONTRATOS GLOBAIS DE FORNECIMENTO



As empresas com filiais em diversos países podem negociar contratos mundiais de fornecimento, o que pode contribuir para baixar custos e aumentar qualidade.

PARCERIAS COM FORNECEDORES DE SERVIÇOS
Em linha com o item anterior as parcerias com fornecedores de serviços também se constituem em importante elemento de melhoria para a empresa multinacional. 


Contratos globais podem ser negociados com consultorias, corretoras de seguros, empresas de auditoria, etc.

BENCHMARKING





A comparação entre diversas unidades de um mesmo grupo de empresas pode ser constituir em forte elemento de auxílio na identificação de unidades passivas de pontos de melhorias. 


Em um processo de benchmark as unidades de uma empresa multinacional podem aprender mutuamente. 

Reuniões periódicas e relatórios com dados comparativos entre países podem ser formas de benchmark entre empresas de um grupo.


UNIDADES DE NEGÓCIOS
 


As unidades de negócios também podem ser encontradas em empresas domésticas, más ela é altamente utilizada na empresa multinacional. 

Unidade de Negócio significa segmentar a empresa e dirigir cada segmento como se fosse uma empresa individual. Nas corporações internacionais é praticamente impossível a administração sem a adoção de unidades de negocio.

CONCLUSÃO

Essas são as principais práticas em empresas globais que selecionei para abordar. 

Lógico que podem existir outras e além disso, além dos breves comentários que destaquei muita coisa pode ser dita sobre essas PRÁTICAS CONTÁBEIS E GERENCIAIS EM EMPRESAS GLOBAIS.

arilopes@alphapremiumconsultoria.com.br

Ariovaldo Lopes da Silva – Mestre em Ciências Contábeis, Economista, Professor universitário por 20 anos e executivo de empresas por 40 anos, sendo último cargos ocupados com carteira assinada de Controller para America Latina na Henkel e Diretor Financeiro na Mauser. Atualmente é Palestrante, Consultor e Empresário. Possui mais de 200 artigos sobre Controladoria, Finanças e Gestão de Empresas.  arilopes@folha.com.br

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