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domingo, 9 de agosto de 2009

Créditos de carbono, uma moeda forte da nova economia


Atualmente escutamos frequentemente nos noticiários menções a respeito dos créditos de carbono.

Abaixo destaco o que encontramos na wikipedia sobre os créditos de carbono


Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases que também contribuem para o efeito estufatambém pode ser convertidos em créditos de carbono, utilizando o conceito de Carbono Equivalente.

Créditos de carbono criam um mercado para a redução de GEE dando um valor monetário à poluição. Acordos internacionais como oProtocolo de Quioto determinam uma cota máxima que países desenvolvidos podem emitir. Os países por sua vez criam leis que restringem as emissões de GEE. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono. Por outro lado, aquelas indústrias que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas, podem vender o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de emissão" no mercado nacional ou internacional.

Os países desenvolvidos podem promover a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE) em países em desenvolvimento através do mercado de carbono quando adquirem créditos de carbono provenientes destes países.


Em 2003 Amyra El Khalili destacou:


O que são Créditos de Carbono?
16-12-2003 - por Amyra El Khalili

Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados através das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense. (Emission Trading - Joint Implementation)

Fonte:http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./noticias/index.php3&conteudo=./noticias/amyra/creditos.html


Boas informações sobre créditos de carbono são destacadas no link abaixo:

http://www.mundovestibular.com.br/articles/798/1/CREDITOS-DE-CARBONO/Paacutegina1.html

Desse link destaco:

De acordo com regras estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, países desenvolvidos com metas de redução das emissões de dióxido de carbono podem investir em projetos que diminuam as emissões em qualquer outro país e contabilizarem as emissões não realizadas em sua cota. Uma empresas que não tem licenças suficientes para cobrir suas emissões de gases do efeito estufa - GEE devem fazer reduções ou então comprar créditos de carbono excedentes de outras corporações.


O mercado brasileiro ainda requer regulamentação dos créditos de carbono, estacamos recente postagem que aborda a posição da CVM sobre o assunto.

http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/5721097/1/para-cvm,-creditos-de-carbono-nao-sao-valores-mobiliarios


Conforme postagem de http://www.carbonobrasil.com/#mercado_de_carbono

Atualmente o comércio de crédito de carbono está movimentando a economia de grandes países. O Brasil, que já ocupou o primeiro lugar no ranking dos principais produtores de projetos, acabou perdendo o lugar para a China e a Índia. Esses dois países em conjunto com a Austrália, Coréia do Sul e Japão produzem quase metade dos gases causadores do aquecimento global. Segundo especialistas, o potencial brasileiro é muito grande, existindo uma grande expectativa nesse novo mercado.


Em 2008 os créditos de carbono estavam cotados em torno de 27,50 euros por tonelada de dióxido de carbono (CO2) ou seu equivalente em outros gases que causam mudanças climáticas a partir do efeito estufa, de acordo com a European Climate Exchange http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,,OI2980555-EI8939,00.html


Na realidade os créditos de carbono representam um incentivo ao desenvolvimento sustentável e um desestímulo à emissão de poluentes que degradam o meio ambiente. http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/04/09/materia.2009-04-09.6624445977/view, e profissionais e empresas devem estar atualizados com o que ocorre no mercado mundial. Por outro lado e país e continente têm muito o que contribuir para minimizarem seus imensos passivos ambientais.

Desnecessário ressaltar que nesse mercado, dentre outros grandes agentes da destruição do meio ambiente, EUA e países asiáticos continuam com ações tímidas e insuficientes configurando continua agressão ao meio ambiente, a conta pagamos todos.






3 comentários:

  1. Olá, Professor Ari!

    Muitas empresas e países estão ganhando dinheiro nesse mercado de carbono porque deixam de poluir ou poluem menos do que é permitido e vendem essa diferença para quem poluem mais. O ideal seria que acabassem com esse mercado e todos fossem obrigado a poluir a um certo nível, isso faria com que o nível de poluição ficasse bem abaixo do existente atualmente.

    Abraços

    Francisco Castro

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  2. ola PROFESSOR ARI. tenho um pouco de duvida quanto aos impactos para a economia com os créditos de carbono.tudo bém que a gente houver falar inúmeros benefícios trázidos atráves de projetos mdl, mais será que estes projetos realmente são eficientes para um desenvolvimento economico, dado que os países desenvolvidos preferem comprar créditos de carbono e continuarem poluindo não aderindo a uma energia limpa. será que os países sub não pode vim a se comprometer no futuro quanto a esse novo modelo de desenvolvimento?..a gente houve falar dos empregos gerados através de projetos MDL, mas, eo desempregos q este pode provocar, algumas pesquisa dizem q a cada emprego gerado com a energia limpa se tem 2,2 desempregados..quais os motivos q levam os países desenvolvidos a verem mais vantagem em preferir comprar credito de carbono do q muda seus modos de desenvolvimento, enquanto os subdesenvolvidos diminuem cada vez mais a emissão de gee para obter créditos de carbono, tem alguma vantagem comparativa nisso? pq os países sub são mais eficientes em diminuir GEE DO q os países desenvolvidos?

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  3. Caro Professor Ari,
    Indico a leitura de minha ultima entrevista sobre o tema, afim de esclarecer confusões conceituais:
    "Permissões para poluir não são commodities" -http://www.institutocarbonobrasil.org.br/reportagens_carbonobrasil/noticia=730493

    Amyra El Khalili

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