quinta-feira, 22 de março de 2018

SOX - A Lei Sarbanes Oxley

A SOX foi a primeira norma contábil de Controle Interno e Compliance elaborada por um Congresso de um país, que passou a ter validade a partir de 2002.

Segundo HBR  Quando a SOX entrou em vigor, mais e mais executivos começaram a perceber a necessidade de reformas internas; De fato, muitos ficaram surpresos com as fraquezas e lacunas que as revisões e avaliações de conformidade haviam exposto, como a falta de fiscalização das políticas existentes, a complexidade desnecessária, as comunicações obstruídas e a fraca cultura de conformidade.

A seguir: Publicação em WIKIPIDIA de 22/03/2018

A Lei Sarbanes-Oxley (em inglês, Sarbanes-Oxley Act) lei dos estados unidos, assinada em 30 de julho de 2002 pelo senador Paul Sarbanes(Democrata de Maryland) e pelo deputado Michael Oxley (Republicano de Ohio).

Motivada por escândalos financeiros corporativos (dentre eles o da Enron, que acabou por afetar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen), essa lei foi redigida com o objetivo de evitar o esvaziamento dos investimentos financeiros e a fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito da governança adequada das empresas.

A lei Sarbanes-Oxley, apelidada de Sarbox ou ainda de SOX, visa garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas, incluindo ainda regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, de modo a mitigar riscos aos negócios, evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrem, garantindo a transparência na gestão das empresa


Atualmente grandes empresas com operações financeiras no exterior seguem a lei Sarbanes-Oxley. A lei também afeta dezenas de empresas brasileiras que mantém ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na NYSE, como a Petrobras, Ambev, Bunge Brasil, a GOL Linhas Aéreas, a Sabesp, a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), a TAM Linhas Aéreas, a Brasil Telecom, Ultrapar (Ultragaz), a Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Banco Bradesco, Banco Itaú, TIM, Vale S.A., Vivo S.A., Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), Natura Cosméticos S.A., Claro, Gerdau S.A. (Gerdau), Grupo Comercial Cencosud, CSN, Eletrobrás, Brasilagro, Kantar IBOPE Media, Azul Linhas Aéreas Brasileiras e Fibria Celulose S.A.


A seguir destaco publicação da KPMG sobre a SOX


A lei Sarbanes-Oxley A lei Sarbanes-Oxley é a que terá maior impacto sobre os mercados de capitais norteamericanos e mundiais desde a legislação de 1933 e 1934, que criou a Securities and Exchange Commission – SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), com amplos poderes para regular e policiar o mercado norte-americano de capitais. 

Após os escândalos contábeis estampados em manchetes de todo o mundo, a legislatura dos Estados Unidos, com rapidez extraordinária e um apoio quase unânime, implementou uma legislação que ampliou os poderes da SEC, aumentou consideravelmente a responsabilidade de administração das empresas e introduziu a regulamentação, pelo governo, da profissão de auditor. A regulamentação das novas normas e a supervisão do seu cumprimento, pelos vários elementos do mercado de capitais, passam a ser de responsabilidade do Conselho de Supervisão de Assuntos Contábeis das Companhias Abertas (Public Company Accounting Oversight Board - PCAOB), com membros indicados pela SEC. 

Quem sofre os efeitos? 

Os efeitos da Lei Sarbanes-Oxley serão bastante significativos não só nos Estados Unidos. A legislação determina que as empresas que não são norte-americanas, mas que possuem cotação secundária em uma Bolsa de Valores norte-americana, devem também seguir as novas leis, assim como seus auditores. 

Quais são os efeitos práticos para as empresas brasileiras com registro na SEC? Atualmente, existem mais de 30 empresas brasileiras com registro na SEC, com suas ações cotadas em Bolsa norte-americana, e várias outras planejam o registro para os próximos anos. Apesar de a regulamentação da lei não estar completa – e também, por isso, muitas das regras ainda não serem claras – fica evidente que mudanças profundas serão necessárias nas práticas da governança corporativa dessas empresas, incluindo: · responsabilidade do presidente (CEO) e do diretor-financeiro (CFO) na “certificação” das demonstrações financeiras; · transferência para um comitê de auditoria, composto de membros não executivos do Conselho da Administração, de muitos poderes e responsabilidades que eram anteriormente dos diretores-executivos; e · maior transparência na divulgação das informações financeiras e dos atos da administração. 

E as subsidiárias de empresas com registro na SEC? Empresas brasileiras subsidiárias de empresas com registro na SEC são parte do sistema de controle interno da matriz, e, por essa razão, é provável que a matriz exija da administração local também uma certificação quanto aos assuntos que compõem o certificado dos executivos da matriz (CEO e CFO). 

E as empresas de auditoria no Brasil? Empresas de auditoria operando no Brasil que desejarem ter seu parecer de auditoria aceito pela SEC deverão se cadastrar no PCAOB e aceitar a revisão dos seus trabalhos e as regras de independência estabelecidas por esse Conselho. As regras de independência contidas na lei incluem uma lista de serviços proibidos por estarem fora do escopo da auditoria (non-audit services) e a necessidade de obter aprovação prévia do comitê de auditoria para outros serviços que não fazem parte da auditoria. 

A “certificação” das demonstrações financeiras O presidente e o diretor-financeiro, em observância às seções 302 e 404 do ato, terão que fornecer, por escrito, os seguintes certificados sobre os relatórios que contêm demonstrações financeiras afirmando que: a) Sujeito às sanções criminais em caso de afirmações conhecidamente falsas, os relatórios arquivados na SEC cumprem com todos os requisitos da lei e as demonstrações financeiras apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a situação financeira e os resultados das operações da empresa. b) Sujeito às sanções da SEC em caso de afirmações conhecidamente falsas:

1. As pessoas que assinam revisaram o relatório com base no melhor dos seus conhecimentos. 
2. O relatório não contém nenhuma afirmação falsa ou omite qualquer fato relevante. 
3. As demonstrações financeiras apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a situação financeira e os resultados das operações da empresa. 
4. As pessoas que assinam: – são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção de controles internos; – estabeleceram controles internos para assegurar que a informação material relativa à empresa e a suas subsidiárias consolidadas foram fornecidas por outras, dentro dessas empresas, às pessoas que assinam, especialmente durante o período em que os relatórios estão sendo preparados; – avaliaram a eficácia do sistema de controles internos da empresa até uma data não superior a 90 dias da data do relatório; e – apresentaram, no seu relatório, suas conclusões acerca da eficácia dos controles na data da sua avaliação. 
5. As pessoas que assinam divulgaram aos auditores e ao comitê de auditoria: – todas as deficiências materiais no desenho e na operação dos controles internos que poderão ter um impacto sobre a capacidade da empresa de captar, processar, totalizar e reportar dados financeiros e identificaram, aos auditores, quaisquer falhas materiais nos controles internos; e – qualquer fraude, seja material ou não, que envolva pessoas do nível da administração ou outros funcionários que façam parte, de forma significativa, dos controles internos. 
6. As pessoas que assinam indicaram, no seu relatório, quaisquer mudanças significativas nos controles internos ou outros fatores que poderão ter um impacto significativo sobre os controles internos subseqüentes à data da sua avaliação, incluindo quaisquer ações corretivas com relação a deficiências significativas ou falhas materiais. 

Os poderes e as responsabilidades do comitê de auditoria · Nomear os auditores externos. · Aprovar ou não os serviços (non-audit) a serem contratados dos auditores externos. · Receber relatórios periódicos do auditor externo sobre: – as políticas contábeis mais significativas; – alternativas à utilização de um princípio contábil; e – discussões relevantes com a diretoria. · Resolver disputas entre os auditores externos e a diretoria. · Estabelecer procedimentos a serem informados e o tratamento a ser dado às eventuais denúncias contra a administração (o comitê deve ter a autoridade e os fundos necessários para contratar advogados e consultores, independentemente da diretoria). 


Maior transparência · Divulgação imediata de fatos relevantes. · Maior transparência no que se refere a transações off-balance sheet. · Divulgação sobre a existência de um código de ética ou explicações sobre a razão de sua não-existência. · Regras adicionais exigidas pelo NYSE e NASDAQ. 


Os serviços non-audit que são proibidos O ato proíbe que o auditor externo, responsável pela auditoria das demonstrações financeiras, realize simultaneamente qualquer um dos seguintes serviços à própria empresa: · Contabilidade ou outros serviços relacionados à preparação dos registros contábeis ou das demonstrações financeiras; · Desenho e implementação de sistemas de informação financeira; · Serviços de avaliação ou fairness opinions; · Serviços atuariais; · Terceirização de auditoria interna; · Funções da Gerência ou de Recursos Humanos; · Serviços do tipo prestados pelos bancos de investimento (Corporate Finance); · Serviços legais e outros serviços, normalmente prestados por um expert, não relacionados à auditoria; e · Qualquer outro serviço que o PCAOB venha a proibir.

 Como a KPMG pode ajudar A KPMG poderá ajudar a sua empresa da seguinte forma: · Analisando o processo pelo qual o presidente e o diretor-financeiro obtêm conforto quanto à eficácia dos controles internos antes de assinar o certificado (veja o quadro a seguir); · Avaliando as mudanças necessárias nos estatutos para que seja estabelecido um comitê de auditoria, com os poderes e as responsabilidades requeridas ou para que os poderes e responsabilidades do Conselho Fiscal sejam devidamente adaptados; e · Fornecendo recomendações para a implementação de procedimentos internos para o tratamento de denúncias sobre procedimentos não éticos, que possam ser praticados pela administração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Marcadores

Controladoria Palestras custos liderança Consultoria Gestão Controller Contabilidade ética comportamento marketing Livros linkedin IFRS comunicação BSC Material de Controladoria Normas Contábeis Palestra RH compliance planejamento planejamento estratégico postura vagas CPC Crise Palestrante Plano de Negócios auditoria consultor empregos facebook meio ambiente melhores práticas sistemas de custos treinamento BLOCO K Bain Brazil Consultoria de Gestão ERP Ebook Gestão de Custos KPI Logística Mapa Estratégico PME TCC codigo de ética educação estratégia funcionários lider processos produtividade proteção animal qualidade vendas ABC Alpha Premium Balance Scored Card Bancos Blog Brasil CFC CRC CV CVM Comportamento Organizacional Consulting Controladoria de Negócios Controle interno Costs Custo ABC DRE Demonstrativos Financeiros EBITDA EMPRESAS EVA Editora Saraiva Emprego Estagiários FASB FIFA Futebol Indicadores de Desempenho Integridade Interim management Internet Kaizen Marcas e Produtos Missão P&L Planning Qualitymark Redução de Custos SAP STF Transfer Price Treinamentos Unidades de Negócio apostila de controladoria. Controle ações sociais best in class candidatos carreira contábil consultoria financeira controle currículo definição de controladoria desempenho eficiência empreendedorismo estoques evaluation gerentes headhunter jovens profissionais lançamento lucro líder líderes motivação nível de serviço orkut presidente produto práticas contábeis recursos humanos redes sociais sistemas sustentabilidade talentos terceirização twitter valores youtube 11.638/07 11638 4 P´s 5 "S" ACCOUNTING Acurácia Adiantamentos Administração AlphaPremium Amazônia Anvisa Apple Ari Lopes Artigos. Palestras Assédio Moral Ativos Fixos Avaliação 360 graus Ayres Brito BB Bahia Bain Company Balanced Score Card Balanced Scorecard Banco do Brasil Blog do Professor Ari Blogger Blogs do Ari Boite Bradesco Bullying Escolar Business CAMBIO CEO CNJ CPC 30 CPC PME Capacidade Ociosa Capex Carnaval Censura Cestos Champy Change Management Ciência/Tecn. Consultor Financeiro Contabilidade Estratégica. Balanço Patrimonial Estratégico. Contabilidade Internacional Contingências Controladoria estratégica Controle dos estoques Cora Coralina Créditos de carbono Custos industriais DL 6976 Dilma Dinossauros E-commerce Ebooks Edelman Eficácia Emarketing Empresa de treinamentos Empresas feitas para vencer Estados Unidos Evitando contingências trabalhistas Excel Expedição FECOMERCIO FMCG Finanças Folha de São Paulo Forecast Fretes Gestão de pessoas Gestão interina Goobec Google Guru Haiti Hammer Headhunters INSS IPCA ISA ISO 9000 Indicadores de produção Informação contábil Informática Injustiça Inovação Instituto Royal Integração Interino Itaú Jim Collins Jovens Juizes Kaplan Leader Liderados Liderança e Ética Lideres Links patrocianados Livro M&A Manuais de Procedimentos Melhores práticas em vendas Melhores práticas nos estoques Melhoria Contínua Melhoria con tínua Millennials NWC Negociação Norma Contábil Normas e Procedimentos Nutrição OGSAM Orçamento Orçamento doméstico PEC 231/95 PIB Palestrante Ari Palestrante Professor Palestras Liderança Palestras Ética Pessoas Peter Drucker Plant Controller Polícia Praça Preço Procedimentos Professor Ari Promoção Propostas de vendas QI RKW ROI Rec. Humanos Recursos Rede Gospel Reestruturação Financeira Relatórios Financeiros Rendimento Representação de vendas Resultados Revista Veja Rui Barbosa SBU SWOT Sales Santander Saúde Saúde Completa Seminário Sergio Cabral Sistemas de Custeio Startups Supremo Tribunal Federal TIR TV a cabo Terceirização. Termos em inglês Teóricos Trabalho Trote Universitári Trânsito UFSCar UN USP Unibanco União Européia Valor Justo Vídeo Wal-Mart Y admissões agência de empregos antiética apostila aquecimento global arquivo PDF arrogância atitude aumentos avaliação de desempenho balanços big brother biotecnologia blog do Ari blogs carne catástrofe cliente clientes comercio virtual competência competências compliance conduct code consultores consultoria de custos consumidor consumo convergência convergênia copa 2014 cost accounting crimes crédito custos de serviços código de ética deputados desemprego devastação dinheiro e sexo eleições empresa empresas globais energia ethics excelência feed back ferramentas de gestão fiscalização fluxo de caixa fontes renováveis formação de líderes fraud geraldo alckmin geração Y gerenciamento gerente gestor gestores gestão de pessoas gestão estratégica gestão financeira globalização greenbuilding harmonização high potential importação inclusão indicadores indicaçoes informação integrity inventários investidores juizo juros liminar management manual contábil marketing social mediação medidas corretivas menor infrator mercado de trabalho modelos de gestão moral mpréstimo. comportamento multinacionais mídia negócio próprio normatização operações oportunismo organização os 4 p´s padaria padre padrões intenacionais painél de controle palestras custos peopledoors perdas perfis performance pesquisa plano de negócio população postagens povo previdência social produtividade; indicadores de desempenho projetos projeções proteção animal. ratocorp re-engenharia refoma contábil regra contábil rentabilidade responsabilidade responsabilidade civil responsabilidade social reuniões rodeios senadores sistemas integrados sites suporte supremo terremoto unidade de negócio variedades vegetarianismo vegetariano venda