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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Assédio Moral: uma prática ainda muito comum e pouco combatida


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Abaixo destaco um excelente artigo sobre o Assédio Moral. O Assédio moral está presente em todos os lugares. Nas empresas infelizmente alguns executivos despreparados, não raro atingem posições elevadas, e muitas vezes fazem da vida de seus colaboradores um "inferno".  Outras vezes favorecem um ou outro em função da aparência ou de crítérios que ninguém consegue entender.

Nas escolas professores agressivos, trotes absurdos e postura inadequada de alunos continuam ocorrendo com frequência. 

Vale citar a agressão moral que sofremos pelos programas de TV, um exemplo é o programa Pânico, que ultrapassa todos os limites aceitáveis e assume uma postura de total desrespeito a todos. Recentemente nesse programa as chamadas paniquetes, tinham que passar entre si com a boca, uma série de animais mortos, como peixes, rãs e outros, numa clara atitude de desrespeito ao público, aos animais e às pessoas que participavam do quadro.Infelizmente esse tipo de humor, é apreciado e a cada dia o programa ganha mais destaque. Na realidade os bons humoristas do pânico não precisariam apelar tanto, pois eles tem capacidade para desenvolver um humor de melhor qualidade, sem contudo ridicularizar pessoas e desrespeitar aos animais. 

Na realidade a sociedade precisa abordar mais fortemente temas críticos que remetam ao assédio moral, todos precisam estar cientes que não temos que suportar agressões.Pessoas que transgridem os padrões normais de convivência e acabam assediando moralmente aos outros precisam ser denunciadas.




Fonte:http://www.antitrote.org/artigos/?id=26



Bullying Escolar, Trote Universitário e Assédio Moral no Trabalho: uma investigação sobre similaridades e diferenças

Antônio Ribeiro de Almeida Jr. & Oriowaldo Queda




Em geral, bullying escolar, trote universitário e assédio moral no trabalho são tratados como fenômenos distintos entre si. Cada um destes temas possui uma literatura específica, que é mais desenvolvida para os casos de bullying e de assédio e mais precária para o trote. Estes fenômenos ocorrem em locais bastante diferenciados, que promovem interações sociais específicas. Em si mesma, esta localização já seria uma boa justificativa para tratar estes fenômenos de modo fragmentado, mas existem ainda outras razões para agir desta forma. Por exemplo, no Brasil, aparentemente, o trote conta com maior tolerância social do que o bullying e o assédio moral.
Ligada a esta aparente maior tolerância social em relação ao trote, temos outra razão teórica bastante forte para tratar estes fenômenos separadamente é que, com freqüência, o trote é pensado como rito de passagem entre a adolescência e a vida adulta (NUWER 2001; NUWER 2004; ZUIN 2002; VASCONCELOS, 1993) enquanto o bullying e o assédio moral só raramente são pensados desta forma. Este entendimento do trote como rito de passagem talvez seja uma das causas da maior tolerância em relação a ele do que em relação ao bullying ou ao assédio.
Mas, como ocorre com o trote, muitas vezes, o bullying e o assédio não são combatidos por motivos diversos. No caso do assédio, a promoção de uma determinada hierarquia e a produção de conformismo em relação à cultura organizacional podem ser percebidos como positivos. Por isto, alguns dirigentes empresariais podem tentar ignorar os processos de assédio. A mesma tolerância pode ocorrer em relação ao bullying escolar em alguns ambientes comandados por pessoas insensíveis à violência, que julgam o bullying algo “natural”. Confusões em relação aos procedimentos a adotar em cada caso também podem motivar uma tolerância em ao bullying.
Além das razões teóricas e metodológicas para tratar estes fenômenos de modo fragmentado, há razões de ordem prática. A contenção da violência implicada em cada um destes fenômenos depende de contextos institucionais que são bastante diferentes. As escolas de ensino fundamental e médio constituem contextos sociais muito diversos da Universidade e das organizações estatais e privadas onde ocorre o trabalho.
Apesar de todos estes motivos para se tratar separadamente o bullying, o trote e o assédio moral, é inegável que muitas práticas existentes nestes três fenômenos apresentam uma similaridade perturbadora. Por exemplo, nos processos de bullying, quase sempre, são atribuídos apelidos pejorativos o mesmo ocorre no trote e no assédio. Marie-France Hirigoyen mostra alguns aspectos do uso dos apelidos nas relações em que existe assédio moral:

“Como vimos nos casos clínicos, um dos procedimentos perversos habituais é ridicularizar o outro com um apelido que cause riso e que parta de um defeito ou uma dificuldade: a gorda, o veado, uma grandissíssima lesma, o paspalhão... Estes apelidos, mesmo sendo ofensivos, são muitas vezes aceitos pelos que estão em torno, que riem deles e se tornam cúmplices. Todos os comentários desagradáveis causam mágoas que não são compensadas por demonstrações de gentileza. E a própria mágoa que deles resulta é reapropriada pelo parceiro que a transforma em objeto de zombaria.” (HIRIGOYEN, 2002, p.121)

A marginalização social dentro da instituição também parece ser uma característica comum a muitas das vítimas dos três fenômenos. Estes fenômenos estão intimamente ligados à construção de hierarquias, à subordinação de alguns em relação a outros, à criação ou à reprodução de desigualdades de poder. Como Keith Sullivan (2000) aponta para o bullying escolar, o trote e o assédio moral no trabalho possuem vastas conseqüências, que se estendem para além das instituições onde ocorrem e afetam a sociedade como um todo. Alguns autores reconhecem estas similaridades entre o bullying e outros fenômenos do mundo adulto, como no texto a seguir:

“Sobre a evolução do bullying, ultimamente se pergunta qual o papel ou a correlação existente entre este fenômeno e outros, similares, que se verificam entre os adultos. É o caso do trote nos quartéis, em que a posição de inferioridade do recruta é motivo, por parte dos militares mais antigos e violentos, para intimidações e brincadeiras violentas às quais o novato deve se submeter, sob pena de passar por vexames ainda mais graves.” (COSTANTINI, 2004, p.70-71)

Outro fato inquietante é que estes três fenômenos formam uma seqüência temporal que pode caracterizar o bullying e o trote como partes de um processo de socialização que desemboca no assédio moral. Neste caso, as potenciais funções produtivas do assédio moral poderiam ser pensadas como sendo as justificativas mais fundamentais destes três processos. O trote e o bullying escolar seriam partes de uma espécie de treinamento para o assédio. Eles seriam formas de tornar cotidiano aquilo que ocorrerá no mundo da produção material. Costantini percebe claramente esta relação entre bullying e fenômenos que ocorrem no mundo empresarial.

“(...) o caso do mobbing, fenômeno novo que ocorre em locais de trabalho, nos quais aqueles que exercem algum tipo de poder, ou que simplesmente têm ascendência psicológica sobre os mais fracos, descarregam sua agressividade cotidiana em indivíduos ou vítimas; estas não têm, pela função exercida ou por características pessoais, possibilidade de reagir; por isso, sofrem intimidações psicológicas e ações vexatórias, que a longo prazo minam seu equilíbrio psíquico, o que produz graves formas de estresse nervoso e de burn-out (incapacidade de trabalhar por razões emocionais ou de fundo ansioso). (COSTANTINI, 2004, p.71)

As afirmações de Costantini são importantes pistas para entendermos as relações entre bullying, trote e assédio moral. Costantini utiliza o termo mobbing em lugar harassment ou bullying. Mob é um termo que tem sido empregado para designar a máfia. Assim, mobbing remete à idéia da constituição de grupos com caráter mafioso dentro dos locais de trabalho. Grupos que exercem pressões e fazem ameaças sobre outros trabalhadores. Outros autores também perceberam que os problemas relacionados ao bullying estão presentes no mundo do trabalho, como é o caso de James Buckley:

“O bullying é um flagelo escolar que a maioria das pessoas presume que termina ao mesmo tempo que o vício do vídeo-game, do acne e da adolescência. No entanto, uma pesquisa recente feita pelo psicólogo Noreen Tehrani encontrou, nos dados de sua amostra retirada do Serviço Nacional de Saúde (NHS) dos EUA, que 40% dos indivíduos tinha sofrido bullying e que mais de 60% do staff das empresas tinha presenciado bullying no local de trabalho.” (BUCKLEY, 2002)

Investigando o trote universitário, um dos argumentos mais recorrentes dos alunos para se aceitar o trote é a expectativa de obter empregos ao final do curso. Os alunos trotistas afirmam que seu grupo mantém conexões com pessoas que ocupam postos-chave dentro das organizações. Normalmente, estas conexões são, de fato, ex-alunos trotistas que, de acordo com nossos depoimentos, procuram selecionar seus novos contratados entre os membros do grupo trotista pela óbvia afinidade ideológica.
Tentando justificar os trotes que ocorrem nas repúblicas e o papel deste trote nos processos seletivos para o ingresso nestas repúblicas, um aluno da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) fez a seguinte declaração:

“(...) O que acontece nas repúblicas de Ouro Preto é uma busca por uma boa convivência entre os moradores, medidas que estão sendo tomadas a quase 100 (cem) anos, caso de algumas repúblicas, e que se fossem tão prejudiciais aos alunos não teríamos tantos ex-alunos importantes e possuídores de cargos tão altos em várias das maiores empresas do país.” (Aluno da UFOP, abril/2006)

Esta relação entre participação no grupo trotista e engajamento no mundo do trabalho é preocupante, pois revela um processo de reprodução do trote que extrapola o mundo universitário. Os alunos estão sendo preparados para postos de comando dentro do sistema produtivo. Esta talvez seja a principal razão para permitir que o trote ocorra com mais liberdade do que o bullying e o assédio. O trote é um momento especial na formação dos opressores que serão necessários aos processos de produção. De acordo com a lógica vigente nos processos de dominação vigentes no mundo do trabalho, o topo das hierarquias deve ser ocupado por pessoas acostumadas ao mando e à obediência, longamente treinados nos grupos trotistas. Mas, em qualquer caso, teremos a formação de obedientes seguidores.
Para Gary Namie & Ruth Namie (2003), as similiridades entre bullying escolar e assédio moral no trabalho são de tal ordem que eles empregam o termo bullying para as duas situações. Este uso do termo bullying fica evidente no título de seu livro The bully at work: what you can do to stop the hurt and reclaim your dignity on the job (O bully no trabalho: o que você pode fazer para parar os ferimentos e reclamar sua dignidade no trabalho).
A desqualificação é outro elemento comum às vítimas dos três fenômenos. Nestes processos de desqualificação, manifestam-se preconceitos que se transformam em armas para discriminar e segregar as pessoas. Frequentemente, afirma-se que as diferenças são transformadas em desigualdades. Mas, nestes processos, o que fica claro é que a desigualdade de poder leva à situações em que diferenças reais ou imaginadas são utilizadas para legitimar e reproduzir as desigualdades de poder.
As principais similaridades que percebemos entre bullying, trote e assédio são as seguintes 1) eles fazem parte de processos competitivos que ocorrem na escola, na Universidade ou no local de trabalho; 2) as vítimas podem sofrer prolongados processos de isolamento social; 3) atribuição de apelidos de caráter pejorativo, dos quais os agressores riem; 4) emprego de comportamentos preconceituosos para justificar hierarquias e desigualdades de poder; 5) construção da vítima como uma pessoa inferior ou incapaz; 6) responsabilização da vítima pelos problemas; 7) muitas vezes, as vítimas são escolhidas entre aquelas pessoas mais vulneráveis; 8) quando a vítima reage descontroladamente, esta reação pode ser utilizada para aprofundar o processo de desqualificação; 9) podem atingir profundamente a auto-estima das vítimas, podendo levar a transtornos emocionais graves; 10) grupo contra indivíduo; 11) os danos são causados intencionalmente ou por grave negligência; 12) existe uma assimetria de poder entre as partes envolvidas; 13) os ataques são sistemáticos e organizados pelo grupo agressor; 14) quando os fatos são graves, ferem a imagem institucional; 15) embora existam algumas leis que possam ser aplicadas para conter a violência típica dos três fenômenos, geralmente, os agressores têm razões objetivas para não temer punições; 16) preparam ou conformam as pessoas para o que ocorre no mundo do trabalho; 17) envolvem o silenciamento das vítimas.
Enfim, nos três casos, trata-se de desqualificar socialmente as vítimas. Tanto no bullying quanto no trote e no assédio moral a instituição encontra-se profundamente envolvida na manutenção dos processos. Ela se preocupa mais com sua imagem do que com os fatos e as agressões. Por isso, muitas vezes, as instituições colocam em prática programas que visam conter os problemas dentro de certos limites, mas raramente, estes programas visam, de fato, eliminar os problemas. Em geral, eles são superficiais e pretendem apenas dar uma satisfação às pressões sociais existentes para que a violência seja contida.
Até certo ponto, aquilo que precisa ocorrer no mundo do trabalho define a normalidade das relações sociais. Pelas características dos processos produtivos atuais, o assédio moral nas empresas torna-se essencial para manter as estruturas de exploração. Muitas vezes, as empresas preferem lutar judicialmente contra as vítimas a propor mudanças em seus procedimentos internos, como podemos constatar no relato abaixo:

“Para o consultor de RH Gilberto Guimarães, diretor da consultoria BPI, as empresas no Brasil estão agindo de forma errada em relação ao assunto (assédio moral). ‘As companhias estão se preparando judicialmente, mas não criam mecanismos internos para que este tipo de caso possa ser resolvido antes de a pessoa ser demitida ou pedir demissão e ir à Justiça’, diz. (Marina Faleiros – O Estado de S. Paulo, 06/04/2006 p.B20)

Como o marxismo nos ensinou, os processos produtivos possuem enorme importância para a manutenção das estruturas sociais. Disciplinar os trabalhadores é uma tarefa fundamental para os donos do poder. Por isso, o estímulo ou acobertamento dos processos de assédio. O enraizamento do assédio moral nas organizações é tal que mesmo organismos internacionais destinados à proteção dos trabalhadores enfrentam dificuldades internas para eliminar estes comportamentos, o relato abaixo é ilustrativo:

“Embora a OIT (Organização Internacional do Trabalho) tenha sido uma das primeiras organizações a debater os problemas do estresse no trabalho e a elaborar medidas de prevenção, ainda não conseguiu resolve-lo dentro de si mesma. Assim como as empresas que ela visa orientar.”(Leandro Beguoci – Folha de S. Paulo – Sinapse, 26/07/2005)

Contratada pela OIT, Lena Lavinas relata o seguinte sobre suas relações dentro da organização:

“A violência foi tão profunda que perdi a certeza de quem eu era. Comecei a me sentir, de fato, desequilibrada. Fui isolada pela equipe. Só consegui superar a situação porque entendi que o problema não era eu.” (Lena Lavinas – Folha de S. Paulo – Sinapse, 26/07/2005)

Almeida Jr. & Queda (2006) consideram que, no caso do trote universitário, o envolvimento institucional com a manutenção das práticas trotistas pode ser de tal ordem que classificam algumas Instituições de Ensino Superior como Instituições Trotistas.
Assim, não devemos ficar tão espantados que processos semelhantes apareçam entre os jovens que se preparam para este mundo do trabalho. Seria verdadeiramente espantoso que o contrário ocorresse. Na verdade, a multiplicação recente dos questionamentos dos processos de bullying e de trote podem ter uma relação significativa com as transformações dos processos produtivos.
Devido a forma de configurar suas hierarquias, os designs organizacionais do fordismo de certo modo exigiam uma obediência cega à autoridade. Esta obediência podia ser obtida por vivências recorrentes de bullying escolar e de trote universitário. A dependência em relação à autoridade deveria ser completa. Hoje, os novos designs organizacionais exigem maior iniciativa dos trabalhadores. Por isto, o conformismo total proposto pelo bullying e pelo trote universitário passaram a ser considerados problemas. O texto abaixo de James Buckley mostra que, hoje, a preocupação com o bullying envolve aspectos relacionados à produtividade:

“Adriana Summers, diretora da Anderson Summers, um fornecedor de programas de assistência ao trabalhador, afirma que cerca de um em 10 trabalhadores serão vítimas de bullying em dado momento de sua vida e que isto durará por pelo menos um ano. ‘Penso que isto representa um enorme problema’, ela diz. As conseqüências podem ser sérias para a vítima, para seus colegas e para a organização como um todo.” (BUCKLEY, 2002)

A questão é que os novos designs organizacionais não eliminaram a opressão, nem as assimetrias de poder, apenas as disfarçaram melhor. Assim, os novos processos educacionais devem criar um trabalhador com iniciativa, mas sem autonomia de fato. O questionamento do bullying e do trote não pode contentar-se com medidas parciais, ao contrário, devem buscar o fim dos processos opressivos e a constituição de pessoas autônomas.
De nosso ponto de vista, existe uma urgência no diálogo entre os especialistas em cada um dos três fenômenos. Certos aspectos são mais evidentes no bullying enquanto outros o são no trote ou no assédio. Este diálogo possibilitará uma tradução e melhor entendimento dos fenômenos. Isto mostrará se a melhor estratégia é um tratamento em separado, como tem ocorrido, ou se há necessidade de uma explicação que relacione os três fenômenos dentro de uma perspectiva mais ampla.
No entanto, o principal é romper o silêncio a respeito dos três fenômenos e das eventuais similaridades entre eles, denunciando a conivência institucional com a violência. Devemos entender que este silêncio é um fator decisivo para a continuidade destas práticas. Acreditamos que as afirmações de Susan Iverson e de Elizabeth Allan sobre o trote podem servir de inspiração para lidarmos com os três fenômenos:

“A ‘cultura trotista’ inclui os grupos que ativamente participam nas práticas trotistas e os grupos e indivíduos que tacitamente sustentam estas práticas em virtude do seu silêncio sobre o assunto.” (IVERSON & ALLAN, 2004, p.257)

O processo de formação do cidadão é retardado ou bloqueado pela força social destes três fenômenos. A participação nos grupos que praticam bullying, trote ou assédio exige um conformismo com valores que pouco ou nada contribuem para a cidadania. A escola, a Universidade e o mundo do trabalho deveriam ser locais seguros, nos quais as pessoas pudessem buscar seus objetivos sem serem importunadas por processos e grupos que as desqualificam e que tentam enquadra-las em hierarquias imobilizadoras, destruindo sua individualidade e sua criatividade.

Bibliografia
ALMEIDA JR., Antônio R. & QUEDA, Oriowaldo. Universidade, preconceitos e trote. São Paulo: Hucitec, 2006.
BUCKLEY, James. Schooled in fear: bullying isn’t just a playground problem, corporate incidence is widespread, and it’s not only painful, it can also wreck productivity. In Employee benefits, August 2002.
COSTANTINI, Alessandro. Bullying: como combatê-lo? São Paulo: Itália Nova, 2004.
HIRIGOYEN, Marie-France. Assédio moral: a violência perversa no cotidiano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
NAMIE, Garry & NAMIE, Ruth. The bully at work: what you can do to stop the hurt and reclaim your dignity on the job. Naperville – Illinois: Sourcebooks, 2003.
NUWER, Hank. Wrongs of passage: fraternities, sororities, hazing, and binge drinking. Indianapolis: Indiana University Press, 2001.
NUWER, Hank (Editor). The hazing reader. Indianápolis: Indiana University Press, 2004.
SULLIVAN, Keith. The anti-bullying handbook. Oxford: Oxford University Press, 2000.
VASCONCELOS, Paulo Denisar. A violência no escárnio do trote tradicional. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 1993.
ZUIN, Antônio A. S. O trote na Universidade: passagens de um rito de iniciação. São Paulo: Cortez, 2002.

3 comentários:

  1. Ari,

    Legal os textos...
    A gente fica chocada com essas coisas que acontecem e o que se vê é uma completa inversão de valores.
    bjs

    ResponderExcluir
  2. Oi Ari,

    Logo que me formei trabalhei em uma redação onde havia uma chefe desse tipo. Ela "elegeu" duas pessoas que eram humilhadas sistematicamente todos os dias e aos berros. Pra mim, ela tinha medo de perder o lugar para uma das duas, pois ambas tinham mais experiência e eram mais capacitadas como líderes de equipe. Ela tinha medo da concorrência e fazia tudo para depreciar as duas diante de todos, principalmente dos diretores.

    Era um constragimento público e constante que criava um clima insuportável até para quem não tinha nada a ver com aquilo. Uma das vítimas não suportou a pressão e pediu demissão.

    A história continuou com a outra por um bom tempo ainda, até que a chefe foi finalmente demitida. No lugar dela entrou uma terceira pessoa, perfeitamente preparada e equilibrada, que não tinha medo de incentivar sua equipe a crescer profissionalmente. A vítima que aguentou o tranco teve sua recompensa e chegou a ser diretora da redação, cargo que aquela chefe mal resolvida tentou, tentou e tentou, mas nunca conseguiu alcançar.

    Abraço,
    Nanci

    ResponderExcluir
  3. Muito interessante o texto e importantíssimo o assunto, pois Bullying é uma realidade que faz muita gente sofrer.Meu TCC da faculdade de Pedagogia foi em relação ao Bullying Escolar. Gostaria de saber se pode existir assédio moral entre colegas de trabalho e como a vítima pode se defender ou a quem recorrer. O fato pode ser levado à justiça? Obrigada. Rozuita da Costa - Maracaju/MS

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