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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O MEDO DE ERRAR

Transcrevo abaixo um bom artigo sobre "o medo de errar".
Uma das piores coisas para um gestor é ter na sua equipe colaboradores exitantes e medrosos. Todavia o comportamente do gestor, que muitas vezes exige elevado nível de acurácia de sua equipe e é extremamente inflexível quando se trata de lidar com erros.
É fato que aprendemos com os erros, mas em um processo estruturado, elevada quantidade de erros pode gerar consequências terríveis.

Nós gestores devemos adotar postura que contribua para que os funcionários não sejam medrosos, de forma a se sentirem a vontade para externarem suas sentimentos. Todavia isso deve ser feito de forma profissional, o que envolve momento e comunicação adequada.

Uma coisa é certa, a forma de agir dos gestores pode em muito inibir as iniciativas e contribuir para criação de um clima de medos e desconforto.


É por causa deste sentimento que muitas pessoas atingem seus objetivos profissionais e pessoais com êxito. Já a forma exacerbada em busca da perfeição em resolver os próprios problemas e os dos outros, contudo, pode causar hostilidades e atrair sentimentos negativos.
Durante a vida, erros e acertos fazem parte do processo de evolução do ser humano, seja no campo profissional, na vida amorosa, no relacionamento entre amigos etc. Há pessoas, porém, que não conseguem encarar o erro como uma oportunidade de reflexão e crescimento, demonstrando verdadeiro pavor e problemas físicos só de pensar nesta possibilidade, mesmo que o erro seja cometido por outra pessoa.

Quem não aceita a possibilidade de falhar, geralmente tem uma característica bastante peculiar, ou seja, a vaidade exacerbada não permite que outra pessoa realize alguma tarefa no seu lugar, pois existe a insegurança de que alguém próximo cometa alguma falha que poderia ser evitada. "Neste estágio em busca da perfeição, o medo de errar passa a ser uma cautela exagerada. Uma vez que existe a possibilidade de planejamento, entretanto, mesmo assim é possível que aconteça algum problema, que faz parte da vida, o que é um processo natural. Há pessoas, porém, que não aceitam o próprio erro, nem dos demais que a rodeiam, a ponto de assumir compromissos e tarefas que correspondem aos outros", comenta a psicoterapeuta e diretora do Instituto de Terapia Avançada AMO, Maura de Albanesi.


A pessoa que se compromete em resolver tudo, as suas tarefas e a dos outros, afirma a psicoterapeuta, provavelmente somatizará no seu corpo toda a tensão e estresse que essas atividades extras trarão para o seu dia-a-dia, como dor nas costas, no corpo, tendinite, insônia, entre outras consequências. "Essa pessoa ficará muito preocupada em acertar, para não decepcionar ou prejudicar o colega cujas tarefas e a confiança do amigo ele assumiu. Desta forma, surgirá uma autocobrança implacável para não falhar", alerta a Dra. Maura.


O medo de errar tem o seu lado bom, afirma a especialista. Esta maneira de encarar a vida, geralmente, proporciona satisfação do ego, da vaidade e, sobretudo, a satisfação em resolver bem os seus problemas e dos outros. Agora, todavia, quando uma tarefa não é resolvida satisfatoriamente, essa pessoa poderá entrar em depressão, a ponto de não conseguir se reerguer tão cedo. "Isso acontece devido ao fato do perfeccionista só enxergar o lado ruim de uma derrota, ou seja, não consegue visualizar a possibilidade de buscar outros caminhos para chegar ao resultado final com mais sucesso", explica a psicoterapeuta.

Causas e conseqüências do perfeccionismo
Nas últimas semanas, a mídia publicou maciçamente a notícia de que o cantor Michael Jackson não teve uma infância comum, isto é, ao invés de estar rodeado de amigos da mesma idade e brinquedos, ele tinha que, obrigado pelo pai, ensaiar e cantar perfeitamente como os irmãos mais velhos, que formavam com ele o grupo "Jackson Five". Essa situação provocou uma cobrança muito grande no inconsciente dele, obrigando-o a ser igual aos irmãos, não podendo falhar e decepcionar o pai, apesar de que, devido ao fator idade, o limite dele estava muito aquém em comparação aos demais. "Ele deve ter sentido muita pressão, cobrando-se para ser igual aos demais do grupo. A partir do momento que você é uma criança no meio de adultos, o seu referencial está muito além da sua capacidade. Essa situação pode desencadear problemas psíquicos e físicos durante a fase adulta. Portanto, muitas vezes, o medo de errar está ligado a alguma coisa que aconteceu na infância, mas, no caso do cantor, foi uma cobrança dos pais para que ele não errasse, e não do seu próprio ego", analisa a Dra. Maura.

A especialista, entretanto, faz uma explicação mais detalhada das características da pessoa que tem eminente medo de falhar. Segunda ela, quem se julga capaz de resolver tudo com perfeição, se coloca num tufão de vibrações, ou seja, num funil que absorverá os sentimentos e emoções de todas as pessoas que a cercam. A partir deste momento, o perfeccionista não conseguirá dizer "não" para ninguém, entendendo que todos os problemas passarão a ser dele, e não mais de quem pediu ajuda, pois o prazer desta pessoa é resolver tudo. "O problema da esposa, do filho, do amigo, é dele. Ele passa ser uma força canalizando, puxando tudo para si, a ponto de provocar um distúrbio físico até o corpo não aguentar mais. Na oportunidade que essa pessoa tiver para o lazer e curtir a vida, vai preferir dormir a se reabastecer com outras atividades prazerosas", observa a psicoterapeuta.

Tratamento
A psicoterapia visa ajudar a qualquer pessoa a enxergar o lado positivo e negativo de um erro. O lado bom, por exemplo, é que muita gente só conquista seus objetivos por causa desta vaidade exorbitante. Entretanto, o tratamento vai ajudar essa pessoa a ser um pouco mais flexível e perceber, explica a Dra. Maura, centralizar tarefas e canalizar energias não é bom para ninguém, nem para ela mesma, porque, a princípio, as pessoas que estão sendo ajudadas ficam acomodadas, porém, logo, se sentirão invadidas e sendo desprezadas. Acreditando que está fazem um bem, o perfeccionista tira a capacidade do outro em resolver o seu problema, interferindo no crescimento e amadurecimento deste.
"A pessoa que deixar de crescer sentirá uma raiva camuflada da pessoa que, na realidade, está tentando ajudá-la. Quando a situação chega a este ponto, essas duas pessoas estarão ligadas energeticamente, ou seja, o ajudado vai mentalizar sentimentos ruins em relação à pessoa que quer fazer tudo, "enviando" todas as suas vibrações negativas para o outro", diz a psicoterapeuta. A Dra Maura ainda diz que a terapia vai ajudar o perfeccionista a enxergar essa interferência. No decorrer do tratamento, ele mesmo perceberá como funcionam as vibrações das pessoas que são "ajudadas" e as leis da vida, isto é, de que maneira ele está tirando a possibilidade do outro crescer, lesando-o, sempre quando diz: deixa que eu faço. (Veja a ilustração ao lado)

"Enquanto o perfeccionista continuar atraindo e canalizando energias dos outros, o tratamento clínico será paliativo, os sintomas físicos continuarão até ele entender como funcionam as vibrações do universo. Na hora que ele parar de se cobrar e aceitar que pode errar e também delegar tarefas para os outros, o "funil de energias" deixará de estar sobre seu campo energético, passando, desta maneira, a ter uma vida mais flexível e tranquila", finaliza a especialista.
Maura de Albanesi - é psicoterapeuta, pós-graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica; Master Pratictioner em Neurolinguística; e mestranda em Psicologia e Religião pela PUC. Diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO.
http://www.mauradealbanesi.com.br

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