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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A GESTÃO DE PREÇOS E OS SISTEMAS DE CUSTOS


A melhor gestão de preços é aquela onde mantem-se o mercado equilibrado com práticas saudáveis de preço. É importante ter um acompanhamento comparativo da evolução dos preços com em relação aos custos.
Para obter a melhor gestão de preços um bom sistema de custos é essencial.
As empresas que conseguem obter uma relação favorável entre a evolução dos preços e a evolução dos custos e despesas, irão agregar um desempenho positivo que será refletido nas margens de contribuição, lucratividade e EVA.

No Brasil existe um bom sistema de custos baseado em UEPs - Unidade de Esforço de Produção, segundo comentado no Orkut esse método é utilizado em empresas como: Sadia, Boticário, Ajax, Sanifill, Medabill, Vallé, Avipal, Aurora, Battistella, C-Pack entre outras grandes empresas.

Eu Trabalho com sistemas de custos e ministro aulas há algum tempo e não conheço esse sistema suficientemente para escrever sobre ele. Comprei o livro sobre UEPs, e de vez em quando o estudo um pouco mas escrever a respeito não é minha praia!!! Minha experiência é sobretudo com empresas internacionais e creio que se existirem empresas internacionais que usam esse sistema devem ser poucas. Isso não se deve à qualidade do sistema, mas empresas internacionais normalmente optam por um sistema padrão para as suas diversas unidades no mundo. Desta forma quem está feliz com o bom sistema UEP, deve mantê-lo e aprimorá-lo.


Como metodologias internacionais consagradas gosto do ABC / ABM, Target Costing, Kaizen Costs System e varias outras coisas boas que existem por aí.Falar hoje em sistemas de custos para industrias é algo muito limitado, pois nas minhas classes, os alunos que trabalhavam em industriais eram minoria, sendo que uma grande parte dos alunos trabalham em bancos, seguradoras, companhias de auditoria e consultoria, hospitais, entidades beneficientes, transportadoras, etc...


Precisamos de sistemas de custos que atendam a todas as categoriais de empresas e não somente às industriais, o que é importante, mas é apenas uma pequena parcela das necessidades amplas que existem por aí, principalmente com relação ao setor de serviços.

A teoria disponível foca os custos com mão de obra direta e demais custos diretos e indiretos, ou utilizando em inglês, Labor e Overhead. No entanto grande parte das empresas industriais tem nos custos de matérias primas e embalagens a grande parte de seus custos, então os sistemas de custos devem estar voltados para o controle dos materiais de forma prioritária.

Nas minhas classes sempre explorei custos de uma forma diferente, onde abordava alguns aspectos praticamente inexistentes nas literaturas disponíveis. Isso foi decorrente de eu estar trabalhando com custos durante dezenas de anos e saber que a teoria disponível, principalmente a nacional, estar muito distante da realidade e necessidade das empresas.

Abordar custos da manutenção, custos de logística, custos de quilômetros rodados nas transportadoras, custos do funcionamento de uma UTI em um hospital, custos de produtos financeiros nos bancos, são alguns exemplos de custos que precisam ser entendidos e estudados.

sábado, 18 de outubro de 2008

Business Combinations ( Combinações de Empresas )

Existem varias situações que podem representar descontinuidade nas empresas. Essa descontinuidade pode se dar por aquisições, fusões e constituições de Joint ventures e outros fatores que não são objetos dessa postagem como falência ou corcordata.

Sempre que há uma situação de descontinuidade nas empresas os tratamentos contábeis tradicionais não são suficientes, cabendo então a aplicação das normas previstas essas situações.

As combinações entre empresas podem ser verticais ou horizontais. Nas combinações verticais uma empresa se combina com um cliente ou fornecedor, essa prática é menos comum. Nas combinações horizontais normalmente duas empresas com negócios similares ou complementares juntam suas operações. 

Combinações de empresas podem trazer algumas vantagens e outras desvantagens. No entanto elas ocorrem em grande número e são lideradas pelas grandes empresas internacionais.

 Como vantagens das combinações podemos citar: 

  • diversificação dos negócios 
  • melhora das condições financeiras
  • aumento de participação no mercado ( market share )
  • obtenção de atrativo retorno sobre investimento
  • obtenção de benefícios advindos de planejamento tributário. 

Como desvantagens podemos ter: 

  • choque de culturas
  • benefícios esperados com relação às reduções de custos e obtenção de sinergias podem ocorrer abaixo do nível esperado
  • problemas na integração dos níveis gerenciais das duas empresas
  • dificuldades com o CADE, etc...

 



Processo de integração nas Combinações entre Empresas

As combinações entre empresas requerem complexo e detalhado processo de integração, esses processos podem levar de alguns meses a 1, 2 ou mais anos e requerem um projeto muito bem preparado e executado.

Nas combinações são avaliadas 2 diferentes tipos de sinergias que espera-se obter, a saber:

Sinergias ofensivas –são aquelas representadas pelas vendas adicionais que resultarão da união das empresa e;

Sinergias defensivas – que são aquelas resultantes da eliminação de áreas similares existentes nas empresas combinadas, esse segundo tipo de sinergia invariavelmente acarretará em eliminação de diversas posições duplicadas com conseqüentes demissões de funcionários escolhidos.

Outros aspectos das Combinações entre Empresas.

Nas combinações entre empresas existem normas internacionais e nacionais que precisam ser atendidas, além de ser necessário o atendimento das exigências legais existentes.

 

As normas contábeis internacionais FASB e IFRS definem complexos regulamentos a serem atendidos em casos de combinações entre empresas ou Business Combinations, abaixo destacamos 2 links onde podemos encontrar algumas considerações sobre essas normas contábeis:

 

http://jobfunctions.bnet.com/abstract.aspx?docid=57999

http://www.pwc.com/Extweb/service.nsf/docid/1A7B6D83257A857480257133004AF641

 

Nas combinações o tratamento dos intangíveis de acordo com o Fair Value ( valor justo ) deverá ser observado.  Normalmente esse processo é auxiliado por empresas internacionais e auditoria e consultoria contábil.

 

Vale a pena também conhecer o estudo preparado  pela comparando o IFRS e a Norma Contábil Brasileira referente:

  Estudo sobre as Diferenças e Similaridades da Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e as Normas e Práticas Contábeis Brasileiras


Posteriormente falaremos um pouco sobre o Fair Value que representa uma grande inovação na contabilidade e que praticamente sepulta o velho e superado principio do custo histórico.

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

BANCO DE TESES / Biblioteca Digital

Costumo consultar com freqüencia o excelente link da Biblioteca Digital da USP.
Nesse site podemos efetuar o download de Dissertações e Teses completas.

http://www.teses.usp.br/

Essa é uma excelente fonte para estudantes, profissionais e outros interessados no vasto material disponibilizado. Aproveitem!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Activity Based Costing / Custos Baseados em Atividades

Utilizo o ABC desde 1995 e considero essa abordagem o que existe de mais adequado para identificação e gerenciamento estratégico dos custos em geral.

O ABC  não é recomendável apenas em empresas industriais onde o valor dos matériais assume proporção muito elevada.

Abaixo destaco parte da minha dissertação de mestrado onde abordo o ABC.


Nas décadas de 50 ou 60 as empresas faziam uso de mão obra intensiva, os custos indiretos eram quase que exclusivamente distribuídos com relação às horas produtivas trabalhadas. Assim os custos indiretos eram acumulados em departamentos e a seguir eram distribuídos aos centros produtivos com relação a alguma base de rateio, que sendo menos ou mais sofisticadas, sempre assumiam uma considerável dose de arbitrariedade. 


A partir do final da década de setenta, acentuando-se nos anos oitenta, as empresas passam a utilizar intensivamente tecnologias avançadas expressas na forma de robotização, sistemas de produção totalmente monitorados por computador e outros recursos tecnologicamente avançados. 

Sob esse cenário, o custeio baseado em atividades nasceu em função da obsolescência do sistema de custeio tradicional, o qual em um sistema avançado de manufatura e controle não mais atendia às necessidades. 

O ABC é a solução adequada para resolver os problemas de custeio resultantes do emprego dos sistemas correntes em novos ambientes de trabalho; é uma técnica de custeamento em que os custos e despesas indiretos são apropriados às várias unidades, através de algumas bases que nem sempre estão relacionadas aos volumes dos fatores de produção.

Comparado com os critérios correntes, o ABC representa uma apropriação mais direta. O ABC reconhece como diretos custos e despesas antes tratados como indiretos, não em relação aos produtos fabricados, mas às muitas atividades necessárias para fabricar os produtos. 

No método de custeio baseado em atividades, ou ABC, assume-se, como pressuposto, que os recursos de uma empresa são consumidos por suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos surgem como conseqüência das atividades consideradas estritamente necessárias para fabricá-los e/ou comercializá-los, e como forma de se entender às necessidades,  expectativas e anseios de clientes. 

Os sistemas de custos tradicionais que privilegiavam a mão-de-obra como base para alocação dos custos indiretos passaram a gerar grandes distorções nos custos dos produtos.

A finalidade do ABC é apropriar os custos dos recursos consumidos às atividades executadas pela empresa e, então, apropriar de forma adequada aos produtos atividades segundo o uso que cada produto faz das mesmas.


DRUCKER efetua a seguinte avaliação do ABC:

“A contabilidade de custos tradicional mede quanto custa fazer alguma coisa, por exemplo, tornear a rosca de um parafuso. O custeio baseado em atividades também registra o custo de não fazer, como o custo da máquina parada, da espera por uma parte ou ferramenta, de estoques esperando embarque e do retrabalho;ou rejeição de uma peça defeituosa.

Os custos de não fazer, que a contabilidade de custos tradicional não pode registrar, com freqüência igualam e em alguns casos excedem os custos do fazer. Portanto o custeio baseado em atividades não só nos dá um controle de custos muito melhor, mas também o controle de resultados” (DRUCKER; 1999).

KAPLAN & COOPER (1997) ressaltam que os custos baseados em atividades permitem que os custos indiretos e de suporte sejam direcionados, em primeiro lugar, para atividades e serviços, e depois para os produtos, serviços ou clientes, isto é, este sistema dá aos gerentes uma clara visão da composição de custos de suas operações.

Segundo O’GUIN (1991), o sistema de custos ABC foi desenvolvido para entender e controlar os custos indiretos. Na medida em que os custos indiretos são detalhados por atividade, e cada portador de custos, clientes, centro de serviço ou produto, recebe a parcela que lhe corresponde; os custos de atividades identificadas no ABC passam a ser alocadas aos portadores de custos, de acordo com os recursos que eles consumirem.

Passos principais a serem observados no processo de elaboração do custeio através do ABC:

·      Identificação dos recursos, como por exemplo, de recursos relativos: salários e encargos, gastos com viagens e estadias, mão-de-obra de terceiros, depreciações, materiais auxiliares, etc.

·      Identificação dos processos e atividades que fazem parte desse processo, tais como: processo de produção, processo de garantia da qualidade, processo de compras de materiais produtivos. Um processo pode ser formado por diversas atividades.

·      Distribuição de custos dos recursos às atividades, mediante rigorosa análise que identificará onde os recursos serão consumidos. No caso de recursos de mão-de-obra deve-se avaliar a distribuição do tempo de cada funcionário em função da dedicação do mesmo às diversas atividades; em muitos casos é necessário um controle diário das horas trabalhadas por atividade.

É oportuno dizer que, uma vez distribuídos os recursos às atividades, as mesmas são direcionadas aos produtos ou clientes de acordo com direcionadores de custos, que substituem as antigas bases de rateio.            

Neste sentido, os direcionadores de custos deverão captar dentro da melhor lógica o quanto cada atividade é consumida pelos produtos ou clientes.

Uma atividade que implique em custo de estocagem, poderá ser distribuída entre os produtos que usufruam dessa estocagem, com base na área cúbica ocupada pelos produtos. Já, uma atividade voltada para a preparação de material deverá ser absorvida apenas pelos produtos que se utilizem dessa atividade.

Outra característica do ABC é que os custos dos produtos/clientes poderão ser decompostos em atividades e recursos, permitindo uma completa rastreabilidade com relação às respectivas composições de custos.

Outra importante análise decorrente do ABC é a avaliação minuciosa de cada atividade, identificando as que agregam e as que não agregam valor aos produtos.

A analise das atividades, muitas vezes conduz a uma revisão completa dos processos, implicando em profundas mudanças com conseqüentes reduções de custos.



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